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Casamento inter-religioso, saiba como fazer o seu ser um sucesso!

O casal global, Angelica e Luciano Huck

 

 Somos de religiões diferentes e iremos nos casar

 Por Miriam Katz Catib

Não sei se vocês sabem, mas eu e o Leonardo, o meu marido, temos religiões diferentes: eu sou judia e ele é agnóstico. Quando ele me pediu em casamento eu disse a ele que se tivéssemos um filho do sexo masculino ele deveria ser circuncisado, uma tradição muito importante no meu povo. Ele topou, tudo certo, mas ai tínhamos um casamento para planejar que agradasse a ambos os lados: a família dele que é cristã e a minha que é judia, e principalmente a nós mesmos, afinal, esse momento tão importante em nossas vidas precisava ser preenchido com algo significativo para nós dois.

No nosso caso, decidimos convidar um tio dele, que é uma pessoa muito querida e tem um profundo conhecimento sobre estudos religiosos, para ser o celebrante. Combinamos que ele falaria sobre amor, família e (*)D´us e assim foi feito. Mas, há opções para todos os tipos de casais e neste texto vamos explorar todas essas possibilidades:

 


 – Contratar um juiz de paz

Aqui a opção é ter uma cerimônia neutra de qualquer religião mas que já tenha validade legal. O juiz de paz é um magistrado que possui autoridade para oficializar um casamento civil, assim, vocês se tornam casados perante a lei no momento da cerimônia também. 

Tenha em mente que o cartório que você der entrada para o casamento deve ser o que abrange a região onde um dos noivos vive, e, caso queira que o juiz de paz se desloque até o buffet no dia da cerimônia, avise no cartório de sua região que será um casamento em diligência. Uma taxa deverá ser paga pelo serviço.

No meu casamento eu fiz de uma forma que não recomendo às noivas: nos casamos no cartório uma semana antes porque era mais barato do que levar o juiz de paz à festa. Mas no dia do casamento civil levamos os padrinhos para almoçar, pagamos tudo e acabou saindo o mesmo do que ter chamado o juiz de paz à festa. 

Sem contar que naquele dia do casamento civil me senti casada, uma sensação que preferia ter deixado para o dia da festa, quando estava vestida de noiva e realmente me casando perante todos.

 


“Casamento Luana e Raphael celebrado por juiz de paz”

– Contratar um celebrante

O celebrante não necessariamente precisa ser um profissional, embora existam muitas pessoas que desempenhem essa função. O celebrante é alguém que vai selar simbolicamente a união do casal na cerimônia e pode ser um amigo ou alguém estimado para o casal: o importante é que essa pessoa fale bem perante o público, seja carismática e saiba contar a história de vocês dois de uma maneira leve e bonita.

Há celebrantes que fazem cerimônias usando elementos da natureza: existe a cerimônia da água, da areia, ou até mesmo a cerimônia da vela, que é um objeto muito ligado à espiritualidade, independentemente de religião. Cada uma dessas cerimônias é cheia de significado, basta ver uma que combina com o casal.

 


– Chamar o líder religioso das duas religiões

Já vi pastores ao lado de rabinos, padres ao lado de pastores celebrando casamentos e por ai vai. Mas saiba que essa nem sempre é uma opção viável porque não são todos os líderes religiosos que topam dividir o altar. Caso seja a vontade do casal, é preciso se informar dentro da religião de cada um quem faz esse tipo de cerimônia inter-religiosa.

 


“Leandro e Gisele se casam com cerimônia da vela realizada por celebrante”

– Misturar simbologias de cada fé

Há casais que combinam de utilizar alguns símbolos religiosos da religião de cada um. Por exemplo, no casamento judaico é costume o homem pisar em um copo de vidro após a cerimônia, isso é apenas uma tradição que não interfere na fé do outro. É possível fazer uma bela combinação com o que é importante para ambos.

Na Cerimônia das Velas, também conhecida como Cerimônia da Luz, o espírito é representado pelo fogo, a chama simboliza o amor, a paixão e a vida. Esse ritual é muito usado, porque inclui a presença das famílias no altar.

Não importa qual seja a sua escolha, o importante é que tudo seja combinado com antecedência entre os dois e que mesmo que cada um tenha sua própria fé, que elas sejam motivo de união dentro do novo lar que se forma, e nunca de discórdia. Que o respeito e o amor imperem no dia do seu casamento e em todos os anos que virão!

 


No judaísmo não devemos escrever em vão o nome de D´us grafado com todas as letras.

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